Notícias
Mais notícias
Mais notícias
Notícias
“O uso da tecnologia para educação é irreversível”, afirma a professora Taíze Lopes, coordenadora da EAD Unifra

Após três anos de trabalho, o projeto de Educação Virtual do Centro Universitário Franciscano (Unifra) está em fase final de reconhecimento e aprovação pelo Ministério da Educação. Com notas e conceitos que indicam excelência, sete dos oito polos da EAD já foram avaliados, restando apenas o de Brasília (DF). À exemplo do Colégio Santa’Anna, em Santa Maria, as escolas da Rede Scalifra de Educação, Nossa Senhora do Carmo (Guaíra PR), Imaculada Conceição (Dourados MS), São Francisco de Assis (Pelotas RS), Santíssima Trindade (Cruz Alta RS), Nossa Senhora Aparecida (Canguçu RS), receberam notas quatro e cinco, em uma escala de zero a cinco. Ou seja, assim como a sede, localizada na Unifra, os polos presenciais foram avaliados com notas altas, que indicam três fatores diferencias de qualidade de ensino: infraestrutura física e tecnologia, qualificado corpo docente e exímio projeto pedagógico. 

O Jornal do Centro entrevistou a professora Taíze Machado Lopes, coordenadora do projeto de Educação Virtual da Unifra, que apresentou uma abordagem animadora ao afirmar que o uso das tecnologias digitais para educação é urgente e irreversível. Confira:

Jornal do Centro - Qual é o diferencial do EAD da Unifra enquanto critérios de expansão universitária? 
Taíze Lopes – Existe dois pontos em destaque sobre a nossa atuação junto aos polos de Educação a Distância. O primeiro é a expansão da nossa atuação universitária que, por meio da Rede Scalifra, vamos conseguir projetar a qualidade de ensino que nos é característica para outras regiões do Brasil, com foco em uma educação integrada, respeitando as particularidades de cada polo. Outro, e também muito importante, trata-se do acompanhamento da evolução perante a sociedade digital, em que o uso das tecnologia torna-se cada vez mais presente nas atividades do dia a dia, migrando para novas concepções de ensino e aprendizado. Estas, valorizam a independência e a autonomia do estudante, fazendo com que se crie um novo espaço ao aprendizado, além das paredes das salas de aula. 

Jornal do Centro - A tecnologia está sendo bem compreendida enquanto instrumento de aprendizado? 
Taíze Lopes – Na sociedade atual o estudante precisa aprender a aprender. Temos acesso a muita informação. Mas, como esta informação deverá ser usada? O estudante precisa possuir competências que o permitam refletir acerca da informação e fazer o melhor uso da mesma, com ética. E o papel do professor tende a se transformar neste processo, mas ele continua tão necessário quanto antes. É por isto que defendo a ideia: o mundo mudou e não há como a sala de aula ser a mesma. O uso adequado das tecnologias digitais na educação é urgente! Jornal do Centro – Como se deu esse processo de construção da EAD institucionalmente? Taíze Lopes – Desde os anos 90 estamos utilizando tecnologias digitais. Em 2007 adotamos o moodle como suporte de conteúdo. Em 2011 criamos o espaço Mais Unifra, que armazena conteúdos digitais e objetos de aprendizagem. Agora, criamos todo um ambiente para a EAD, com aulas em vídeo produzidas especificamente para atender esta demanda. 

Jornal do Centro – Quais serão os primeiros cursos ofertados pela Unifra? 
Taíze Lopes – Vamos ofertar inicialmente o Curso Superior de Tecnologia e Gestão de Recursos Humanos. As aulas desse curso já estão prontas e a duração do curso é de dois anos e meio, para quem busca de imediato uma posição no mercado de trabalho. Mas o fluxo de criação de curso é contínuo e, nosso objetivo, é seguir inovando para a oferta de novos cursos de especialização e extensão. 

Jornal do Centro – É possível afirmar que o conhecimento projetado por meio da EAD é diferente na hora de amparar os conteúdos? 
Taíze Lopes – Cresci e amadureci muito com a concepção do EAD. Aprendi a trabalhar em equipe e a valorizar diferentes visões. Hoje trabalhamos para promover o uso das tecnologias. Assim, partimos da multidisciplinaridade das equipes. Esse é o segredo do nosso sucesso. A partir daí pensamos qual a inovação pedagógica devemos criar para que o curso da Unifra faça a diferença. Nesse contexto preciso dar destaque para atuação do grupo da pedagogia, que juntamente com os professores da economia, administração, contábeis, jornalismo, publicidade, entre outros, participou ativamente da criação dos cursos e escolhas das metodologias. Vale destacar que se busca sempre uma inter-relação entre os conteúdos, agrupando-os por módulos, a medida do desenvolvimento do aluno no curso. 

Jornal do Centro – A qualidade da proposta foi um ponto positivo nas avaliações, a que se deve? 
Taíze Lopes – Os professores do cursos EAD são os mesmos das aulas presenciais. Esse é um dos nossos diferenciais. Mestres e doutores darão as aulas, não sendo uma transposição do presencial. Eles utilizam métodos próprios os quais serviram para treinamento dos gestores de polo, secretarias e bibliotecas. Outro ponto positivo é a aceitação das escolas. Hoje conseguimos projetar uma unidade por meio da Rede Scalifra, isso é motivo de orgulho para nós. 

Jornal do Centro – Qual é o papel dos professores no processo de aprendizado por meio da EAD? 
Taíze Lopes – As pessoas aprendem hoje de todos os lugares, das mais diversas formas possíveis. O papel do professor então muda. Ele se torna um designer e mediador de conteúdo, diante de uma integração entre online e digital. Estamos falando de uma tendência global, que é o ensino híbrido. Na Unifra, por exemplo, já hospedamos 20% das aulas em plataformas digitais para cursos presenciais como Ciência da Computação e Sistemas de Informação, esta vai ser uma tendência e deve migrar gradativamente para as demais graduações. Os professores estão se apropriando do moodle gradativamente, por adesão e por acreditarem nas potencialidades da tecnologia.

Jornal do Centro – É possível mensurar todas essas potencialidades vislumbrada para EAD? 
Taíze Lopes – A EAD é mais uma forma de democratizar o ensino e levar grande parte da população jovem ao ensino superior, visando a busca por sua autonomia. Assim, atendemos a um público especial. Pessoas que precisam de horários específicos para estudar e com isso tornarem sonhos realidade. A partir do momento em que o aluno decide estudar na modalidade EAD, ele precisa ter a consciência que é difícil estudar nesta modalidade. Parte do pressuposto que ele seja organizado, autônomo. Por vezes vai trabalhar o dia todo, chegar em casa cansado e vai ter que fazer leituras, ver os vídeos, concluir as atividades. Tem que tem força de vontade para estudar sozinho. De todo o modo, há tutores e aula presencial uma vez por semana como forma de mediar este relacionamento de aprendizado. Hoje avançamos e nosso desafio é a culturalização da EAD entre os professores.

25 de janeiro, 2017

ASSECOM - Assessoria de Comunicação
divulgar@unifra.br | 3220 1200 - Ramal 1296
Acesse - Comunicação